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Mais ao se deparar com essa avalanche de noticias, devemos nos perguntar sobre a real origem da corrupção nesse imenso bloco terrestre chamado Brasil.
A corrupção desde os primórdios dessa terra tupiniquim é como um hábito, uma roupa velha que sempre veste bem quem a coloca, algo que nunca sai de moda ou algo que se necessita para sobreviver nesse mundo miserável.
Contudo, até o bicho da corrupção picar aqueles que detêm o poder nas mãos, ela possui um embrião municipalista.
Pois bem, esmiuçando a vivência, podemos enxergar as diversas formas de corrupção que assolam os cofres públicos, desde uma simples caneta até a construção de obras.
Quase todos os setores estão contaminados com o “Corrupto Vírus”, e espalham esse mal para todos os cantos.
Mais logo ali, no dia a dia da municipalidade está a origem da corrupção, sendo alimentada por quase todo cidadão, no envolvido jogo político.
Pense em uma disputa eleitoral em uma pequena cidade interiorana, onde existam poucos eleitores, e uma eleição pode ser definida literalmente por um único voto.
Está ai o cerne da corrupção, o poder de decidir uma eleição, a ganância pelo poder, aliados a descrença da população e a falta de caráter daqueles que almejam uma cadeira no Poder Público.
O cidadão de uma pequena cidade facilmente receberá uma quantia, às vezes irrisória, para que deposite seu voto em determinado candidato dentro de uma urna.
São alguns favores, valores ínfimos, contas atrasadas, tudo fazem a diferença no jogo eleitoral, de onde a corrupção nasce com toda violência, pois tem fome e sede de poder.
Desse modo, pode-se dizer, grosso modo, que a corrupção nasce da própria sociedade, tendo em cada individuo sua origem e seus motivos mais nobres e torpes.
Um pai de família que não possui sequer dinheiro para pagar uma fatura de água ou energia trocaria seu voto por esse favor, sendo até mesmo inconsciente seu ato.
Esse pai de família não consegue vislumbrar o problema que se cria com tal atitude, sendo ele mesmo vítima do próprio mecanismo que ajudou a criar, como quem cria uma serpente venenosa, com a certeza de que a qualquer momento receberá uma picada fatal.
Assim, após o nascimento da maldita corrupção, ela começa a ganhar forças, se entranhando pelas diversas estruturas municipais, invadindo o coração de algumas cidades e contaminando grande parte da população.
A necessidade de amparo momentâneo torna o ser humano vulnerável, sendo vitima fácil para os predadores eleitorais, que almejam cargos eletivos para satisfazer a sua lascívia por poder.
Agora a corrupção é um pequeno ser, que necessita de pouco para sobreviver, se instalando na pequena prefeitura de um município.
No primeiro ano de vida, a corrupção é muito tímida, pois não se conhece o terreno em que se está pisando, começando sempre com algumas pequenas vantagens, tais como alugueis de veículos para uso particular, estadias em hotéis de bom nível, algum repasse de servidores de confiança, tudo para amenizar os gastos dispensados na concepção da mesma.
Note-se que a corrupção começa bastante tímida, mais ela tem muita fome, e logo que todos se acostumam com o poder que lhe foi concedido pelo povo, a corrupção começa a se avultar.
Ela deixa de ser tímida e começam a enraizarem-se nos mais diversos órgãos municipais, desde o simples contrato de limpeza urbana até os grandes contratos de obras, desde a papelaria até material hospitalar.
Tudo começa a ter o toque mágico da corrupção, tudo começa a ser concebido para que a mesma sobreviva e ganhe cada vez mais força e adeptos, sangrando o município e engordando os criadores da mesma.


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